Tecnologia na Gestão Hospitalar: por que seu hospital deveria investir?

Cerca de 58% dos brasileiros têm acesso à internet e 89% deles acessam a rede com smartphones, segundo o Portal Brasil. Estudos da Fundação Getúlio Vargas também mostram que até o fim do ano o Brasil terá cerca de um smartphone por habitante.

Com a tecnologia, o padrão de consumo, as exigências do mercado e todas as relações comportamentais e interpessoais também têm mudado. A gestão clínica e a área de saúde como um todo também devem estar incluídas nessa mudança.

A empresa Salesforce realizou a pesquisa “State of the Connected Patient”, medindo a relação de pacientes com a tecnologia. No levantamento, 74% deles disseram preferir marcar suas consultas médicas via web e cerca de 30% aceitariam uma consulta a distância.

Confira o nosso post de hoje e entenda agora mesmo os benefícios de investir em tecnologia na gestão hospitalar! Boa leitura!

A importância da Tecnologia na Gestão Hospitalar

Gestão energética, de TI e de documentos, automação de processos, controle de pessoal e até do maquinário hospitalar são algumas das partes da gestão hospitalar que podem ser facilitadas por meio da implantação de ferramentas e soluções tecnológicas.

Embora sejam novos, processos de gestão automatizada podem ser utilizados em empresas de vários setores. Na área hospitalar, por exemplo, eles podem garantir um melhor atendimento e cuidado aos pacientes, influenciando até mesmo nos diagnósticos clínicos por meio de informações e acompanhamento contínuo dos pacientes.

Para garantir competitividade, contudo, é importante saber como direcionar os investimentos para os setores necessários da clínica e garantir um diferencial no atendimento personalizado ao paciente.

Garantir investimentos com assertividade e precisão diminuindo a incidência de erros, tendo “margem de manobra” e relatórios precisos de desempenho é crucial para uma gestão bem-sucedida em qualquer área.

Além disso, o gestor hospitalar deve ter em mente que a própria relação médico-paciente mudou. As pessoas têm acesso a cada vez mais informações e têm necessidades diferentes.

Termos relacionados a doenças, medicamentos, tratamentos e outros assuntos ligados à saúde são algumas das principais pesquisas realizadas em sites de buscas, como o Google, no Brasil e no mundo.

Por isso, é cada vez mais importante que os profissionais de saúde se capacitem para atender a uma população mais informada e criteriosa, utilizando ferramentas de gestão que permitam que as funções administrativas sejam automatizadas.

Essa é a principal vantagem da tecnologia na gestão hospitalar: quanto menos esforços são gastos em processos administrativos ou de gestão, mais energia tanto dos gestores, quanto de todos os outros profissionais é revertida para o cuidado do paciente. Isso garante um serviço de excelência no acompanhamento da saúde dele.

Por que a sua clínica precisa investir em tecnologia

Os processos administrativos e de funcionamento de uma clínica ou hospital devem ser de total controle do gestor. A utilização de tecnologias como telemedicina, prontuários e laudos eletrônicos podem garantir agilidade e otimização do tempo dos funcionários, aumentar o controle do fluxo de caixa e oferecer serviços com excelência aos pacientes.

Além disso, estudos do Procel mostram que a utilização de ferramentas de gestão, de energia, de soluções de TI como softwares que controlam várias funções , Internet das coisas (IoT) e a compra de equipamentos com selo de eficiência energética podem ter um impacto de 30% no consumo energético de hospitais e clínicas.

Esse é o caso de hospitais como o Sírio Libanês: ele implantou programas de eficiência na expansão de uma de suas unidades. O Hospital chegou a ganhar a certificação ISO 14001, que “avalia aspectos relacionados à gestão ambiental, como o descarte adequado de resíduos, o consumo racional de energia elétrica e a melhora da eficiência operacional”.

Referência em saúde na América Latina, o Sírio Libanês investiu cerca de R$ 1,1 bilhão na construção e modernização das suas estruturas. São três prédios interligados que juntos garantiram o crescimento de 75% do número de leitos da instituição.

No projeto, vários investimentos em tecnologia na gestão hospitalar foram contemplados para reduzir os custos fixos da instituição:

  • usina a diesel para a produção de energia, reduzindo em 20% o gasto com esse insumo;

  • sistema de reaproveitamento de 20% da água do ar-condicionado central após tratamento;

  • vidros que barram 78% calor, diminuindo os custos com ar-condicionado.

Setor de Digital Health em crescimento

Segundo relatório divulgado pela Global Market Insights, o mercado de Digital Health atingirá uma receita de cerca de US$ 370 bilhões em 2024 e taxas de crescimento superiores aos 25%.

No Brasil, as previsões também são animadoras: o mercado da tecnologia aplicada à saúde deve crescer cerca de 27,9% até 2024 em 2015 foram atingidos US$ 843 milhões.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed), o setor atingiu crescimento recorde, com a criação de 6 mil novos postos de trabalho em 2011. O Brasil foi considerado um dos 6 maiores mercados de equipamentos e produtos médico-hospitalares no mundo.

Relatórios mais recentes (2016) da consultoria Price Waterhouse Coopers MoneyTree mostram que o setor de HealthTech, empresas especializadas em tecnologias voltadas à saúde, receberam investimentos de mais de US$ 12,1 bilhões em quase 1000 negócios, só no primeiro trimestre de 2016, com foco especial na indústria de softwares.

Investir em tecnologia na gestão hospitalar traz benefícios de vários tipos e em setores variados de um hospital ou clínica. Confira no próximo tópico algumas das principais vantagens que os investimentos em tais ferramentas podem trazer para a sua gestão organizacional.

5 vantagens de investir em tecnologia na sua clínica

Confira, a seguir, as 5 vantagens que a tecnologia pode trazer para a gestão da sua clínica ou hospital.​

1. Melhoria no atendimento aos clientes

As chamadas “empresas inteligentes”, que criam maneiras de automatizar e desburocratizar processos e ferramentas, conseguem ter um relacionamento muito melhor e mais confiável com o seu cliente — isso evita problemas técnicos, garante a qualidade do serviço oferecido e diminui drasticamente a incidência de falhas humanas.

Em um hospital ou clínica essas melhorias podem ser realizadas em vários setores, incluindo também a utilização de estratégias de marketing digital, o uso de plataformas de Customer Relationship Manager (CRM), automação de marketing e inbound marketing para aumentar a credibilidade e a autoridade da instituição.

Essas estratégias fazem com que processos como a entrega de resultados de exames, a marcação de consultas, os lembretes de retorno por período, dentre outras atividades cotidianas sejam feitas de forma automática.

Isso exige uma menor utilização do esforço humano, melhora substancialmente a experiência do paciente/cliente e proporciona uma grande economia de tempo.

2. Economia de tempo

Mais automação e controle significa mais tempo para ser gasto em outras atividades. Isso evita o desperdício de horas com atividades repetitivas que podem ser totalmente automatizadas e diminui a refação do trabalho. Entre as tarefas que podemos automatizar vale citar:

  • preenchimento manual de fichas, prontuários e relatórios;

  • arquivamento e organização de arquivos;

  • marcação de consultas por telefone;

  • entrega de resultados de exames;

  • calibragem e manutenção de equipamentos;

  • checagem presencial de setores para troca de lâmpadas.

3. Economia de mão de obra

Com a menor quantidade de pessoas focadas em tarefas de gestão, é possível transferir toda essa atenção ao paciente e aumentar o tempo dedicado a ele.

Por exemplo, se menos enfermeiras, médicos e técnicos precisarem preencher ou atualizar formulários de forma manual e contínua, mais atenção será dispensada ao paciente, o que garante um atendimento mais humanizado.

Isso também gera uma maior eficiência da mão de obra já contratada, dispensando a necessidade de contratação de pessoal para tarefas específicas tudo isso promove economia.

4. Maior controle dos gastos

Com processos automatizados e controles de energia, é possível rastrear onde e como estão sendo gastos os recursos do hospital ou clínica, de forma rápida e automática o que evita desperdícios, reduz os custos e confere a possibilidade de realocação de recursos, caso seja necessário.

Além disso, a maioria das ferramentas e soluções de tecnologia na gestão hospitalar podem gerar previsões de gastos e mostram o crescimento ou a diminuição de custos nos variados setores do hospital. Elas podem até realizar projeções e análises das tendências apresentadas, possibilitando a criação de planos estratégicos e de novos investimentos.

Os gastos passíveis de controle podem ser da ordem de insumos como na diminuição do uso de papel, água, manutenção de equipamentos, contas de telefone ou no que diz respeito à eficiência energética, pois a energia é um dos maiores gastos do budget de unidades hospitalares.

5. Maior eficiência energética

A adoção de processos e ferramentas é a chave para estabelecer a eficiência energética no setor hospitalar. Desde o uso sistemas de resfriamento e aquecimento mais eficientes, lâmpadas econômicas, sistemas de automação de documentos clínicos até a compra de equipamentos com selos de eficiência, muitos são os níveis de ações que podem ser implantados para garantir a eficiência energética hospitalar.

Um exemplo disso é o Hospital Felício Rocho, em Minas Gerais. Referência em transplantes no Estado, a unidade reduziu 40% da conta anual de energia com o projeto “Hospital Sem Papel”.

A solução foi a automação, por meio de uma estrutura de Tecnologia da Informação, dos processos e documentos hospitalares, com a adoção de prontuários eletrônicos e a extinção de documentos físicos para várias finalidades.

Os setores mais tecnológicos das clínicas e dos hospitais

A Telemedicina uma das ferramentas da chamada Telessaúde, que usa Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no cuidado de pacientes distantes permite que sejam feitas análises de exames, realizados diagnósticos, edição de formulários, sessões de treinamentos e até cirurgias a distância.

A seguir citaremos quais setores de um hospital ou clínica podem ficar mais tecnológicos e eficientes com o auxílio da Telemedicina. Acompanhe!

Gestão financeira e administrativa

Os chamados sistemas de gestão de consultório digitais, informatizados e ligados à web podem interferir até mesmo nas finanças de uma clínica, diminuindo em até 30% o número das glosas, a recusa de pagamento por planos de saúde dos procedimentos realizados em pacientes, muitas vezes causadas por desencontro de informações.

Softwares de gestão clínica podem criar gráficos, previsões de gastos, relatórios automatizados de gastos e receitas, além de calcular impostos devidos, marcar consultas, checar os custos de manutenção de aparelhos e estabelecer a comunicação entre profissionais de forma ágil.

Já existem sistemas de marcação de consultas em que os pacientes não precisam de nenhum contato com pessoas e serviços que produzem laudos e resultados de exames automaticamente, apenas com a inserção dos dados obtidos no ato do procedimento.

Prontuários eletrônicos e laudos digitais

Os prontuários eletrônicos e laudos digitais modificam profundamente a relação entre médico e paciente. É possível acompanhar o paciente de forma totalmente remota, fazer a atualização de seu estado de saúde na nuvem e entregar resultados de exames e laudos de forma ágil e descomplicada.

Regulada pela Associação Americana de Telemedicina (ATA), a Telemedicina tem crescido muito em países como Estados Unidos, Arábia Saudita, Líbano, Jordânia, Emirados Árabes e França. No Brasil, seu uso é controlado e reconhecido pelos conselhos de medicina e pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Diagnósticos clínicos

Sistemas de Telemedicina têm possibilitado a troca de informações e experiências de profissionais de lugares diferentes do mundo, o que gera uma precisão maior no diagnóstico de pacientes, dado o know-how integrado de profissionais, em tempo real fato que antes era impensável.

Atualmente, existem até mesmo computadores que simulam ações humanas e podem guiar máquinas para a realização de cirurgias, por meio da inteligência artificial.

Na vanguarda dessa revolução estão sistemas de programação cognitivas como o Watson IBM Health: a partir dos dados lançados em seus servidores ele gera análises completas do estado de saúde de seus pacientes.

3 dicas para gerir a tecnologia com eficiência no seu hospital

Vale apenas lembrar: as ferramentas e soluções que automatizam, facilitam a gestão clínica e auxiliam no diagnóstico clínico não são eficientes sem uma estratégia sólida, sem padrões e processos estabelecidos por trás delas.

Confira 3 dicas para gerir soluções tecnológicas do seu hospital ou clínica de forma eficiente!

1. Mantenha-se organizado

A organização é crucial para a gestão de qualquer empresa não é diferente para um hospital ou clínica. Crie processos, treinamentos, planilhas e rotinas diárias que devem ser seguidas por todos os funcionários para que exista uma uniformidade antes, durante e depois de qualquer atividade.

Para a implantação de sistemas como os administrativos ou de prontuários eletrônicos, eleja quais documentos deverão ser digitalizados, catalogados e separados corretamente para que exista uma hierarquia correta da informação dentro do novo método de arquivamento ou TI implantado na empresa.

Lembre-se: a tecnologia auxilia na gestão de vários aspectos hospitalares, contudo, o planejamento e a estratégia devem ser estabelecidos até mesmo antes da utilização dessas soluções.

Por isso, pesquise as ferramentas mais adequadas para o seu tipo de clínica ou hospital. Tenha em mente quais dados devem ser apresentados e geridos da melhor forma que o seu negócio precise, obedecendo suas singularidades e especificidades.

2. Procure ferramentas adequadas

Existem vários tipos de ferramentas que auxiliam na gestão clínica, guardam exames e prontuários na nuvem, facilitam a marcação de consultas, colaboram no diagnóstico dentre outras funções muito mais sofisticadas.

Um exemplo disso é o IBM Watson Health. Esse sistema de programação cognitiva, considerado um dos mais promissores da medicina, pode gerar diagnósticos de pacientes de forma totalmente autônoma.

O Watson, ao contrário de outros computadores que necessitam de linguagem de programação para processar informações, decifra a linguagem natural humana. Perguntado sobre alguma questão, o programa gera uma resposta hipotética, o nível de confiança dela e quais dados foram usados para achá-la.

Apesar de todas essas funcionalidades, ferramentas como o Watson podem não ser necessárias para a gestão da sua clínica ou hospital. Portanto, após a criação de processos específicos e da pesquisa das ferramentas existentes no mercado, procure fornecedores confiáveis, que possam apontar as soluções mais indicadas para você.

3. Terceirize o processo

Embora facilite muito a gestão de uma clínica, a tecnologia pode trazer novos desafios: a manutenção de certas estruturas tecnológicas, como a de um Data Center e de servidores locais é muito dispendiosa.

Por isso, utilize ferramentas que permitam usar esses serviços remotamente, como sistemas de gestão de laudos, cloud computing e soluções ligadas à Internet das Coisas (IoT), além de ferramentas de automação de marketing e CRM.

Existem muitas empresas especializadas no ramo de consultoria e softwares, especialmente voltados para a gestão hospitalar, com vários níveis de personalização e adaptáveis à realidade financeira e do cotidiano da sua empresa.

É necessário saber que essa terceirização não precisa e, muitas vezes, nem deve ser completa. Escolha fornecedores confiáveis e mantenha uma estrutura menor de TI na sua empresa, com estratégias direcionadas, para que possa utilizar os dados gerados pela parceira terceirizada.

5 problemas da falta de modernização hospitalar

Confira agora 5 problemas que a falta de modernização e de uso da tecnologia pode acarretar na sua clínica ou hospital.

1. Gestão de documentação burocrática e ineficiente

Muitas instituições de saúde ainda resistem em modificar seus sistemas de planilhas, documentos, prontuários e resultados de exames. Contudo, essa resistência pode gerar grande acúmulo de tarefas, culminando em uma gestão burocrática e ineficiente.

Esse fator deve-se principalmente à quantidade de documentos que deve ser arquivada para cada paciente o que é exigido por lei. A quantidade de papel e de pastas geradas pode ser absurda, ocupando espaços, gerando mais lixo e ineficiência no cumprimento de funções simples, como na marcação de consultas e na checagem de prontuários.

2. Desperdício de tempo

O desperdício de tempo é causado pela falta de automação de processos e soluções tecnológicas em qualquer empresa. Contudo, em um hospital ou clínica, esse desperdício pode até trazer consequências mais graves, como a demora na entrega de resultados urgentes ou a comunicação falha entre os profissionais de saúde.

O desperdício do tempo de funcionários significa que a empresa não está sendo eficiente e que opera com custos maiores que os necessários, muitas vezes deslocando profissionais altamente especializados para funções que poderiam ser cumpridas com ferramentas de gestão automatizadas.

3. Desperdício de mão de obra

Deslocar funcionários para cumprir tarefas que poderiam ser automatizadas é um dos cenários clássicos da administração de hospitais e clínicas, principalmente no setor público.

Se é possível contratar um sistema automático de laudos, por qual motivo você deslocaria um técnico somente para essa função? Se é possível terceirizar os servidores de uma clínica por meio da nuvem, será realmente necessário manter um setor inteiro de TI?

4. Falta de eficiência energética

A gestão da economia de energia em um hospital ou clínica é algo extremamente complexo. O alto consumo de energia dessas estruturas, com condicionadores de ar e inúmeros equipamentos hospitalares para exames complexos ligados em uma escala 24×7, tem feito das contas de energia os maiores rombos no orçamento desse tipo de instituição.

A falta do uso de tecnologias como sensores de presença, aparelhos com selo de eficiência e até a dinamização de uso de estruturas como UTIs e CTIs, por meio da rotatividade de pacientes acarreta menor eficiência energética e aumenta muito os custos na gestão hospitalar.

5. Descontrole dos gastos

Todos os fatores citados acima geram o descontrole dos gastos, que pode inviabilizar a existência de qualquer negócio. A falta de um controle apurado dos custos, dos insumos, dos sistemas de energia, dos equipamentos e até do fluxo de pacientes pode acarretar prejuízos para qualquer hospital ou clínica.

Por isso, o uso de programas de administração desses setores é crucial para garantir a competitividade também no setor de saúde.

Busque destacar-se no setor, dê um atendimento personalizado ao seu paciente e tenha uma gestão eficiente e direcionada, investindo em áreas que a sua empresa necessite, reduzindo os custos e aumentando os lucros.

Atualmente, em um mundo totalmente tecnológico e hiperconectado, investir em tecnologia na gestão hospitalar é crucial para a manutenção da competitividade da sua clínica ou hospital.

Quer mais dicas sobre tecnologia na gestão hospitalar? Então descubra os benefícios do marketing digital na área médica e conquiste mais pacientes!