Médico empreendedor: como vencer os maiores desafios

Empreender é fascinante. A gestão, quando realizada de forma estratégica e com paixão, nos leva a extrair o melhor de nós mesmos e de quem nos acompanha nessa jornada. Esse aprimoramento diário faz do médico empreendedor um profissional que se destaca por habilidades adicionais àquelas que são próprias da medicina. O efeito geral é a maior satisfação dos clientes.

Há, ainda, ganhos financeiros e pessoais. É o caso do aumento da lucratividade do seu negócio e da otimização do tempo. São questões que, evidentemente, não podem ser deixadas de lado, pois estão vinculadas à qualidade de vida.

Afinal de contas, você investiu esforços e recursos para se formar e se especializar, abrir um consultório, conquistar clientes e expandir seu empreendimento, além da atualização profissional constante tão necessária na área da saúde.

Todas essas conquistas não vêm sem esforço. O empreendedorismo é desafiador — talvez, esse seja um dos seus atrativos, pois nos estimula a avançar. Confira como vencer cada etapa e descubra como se tornar um médico empreendedor de sucesso!

Una o empreendedorismo com a medicina

O exercício da medicina está muito vinculado ao empreendedorismo. Ou, pelo menos, deveria estar. Quase 70% dos médicos que trabalham em consultórios são proprietários do próprio negócio, segundo a edição mais recente do estudo Demografia Médica no Brasil.

Na prática, são profissionais que, ao montar o próprio consultório, se tornaram empreendedores. Ainda assim, poucos são os médicos que se consideram empresários. Isso leva a lacunas na gestão que comprometem resultados tanto financeiros quanto operacionais.

O médico é formado para cuidar e deve exercer a medicina com honra e dignidade, seguindo todos os preceitos éticos que norteiam a profissão. Seu foco, naturalmente, está no bem-estar do ser humano, mas isso não quer dizer que ele deva abdicar das boas condições de trabalho e de uma remuneração justa.

E o que o empreendedorismo tem a ver com isso? Tudo! A gestão nunca deve ser vista como um meio para o enriquecimento. Quem empreende pensando apenas no retorno financeiro está seguindo um caminho errado. Empreender tem muito mais a ver com paixão do que com lucro.

Isso não quer dizer que o lucro seja desnecessário, de forma alguma. É importante lucrar, pois isso é o que viabiliza os negócios. Mas o lucro não é o foco, é o resultado. O empreendedor é movido pelos seus ideais, é apaixonado pelo que faz. A boa gestão fornece os mecanismos para que ele coloque em prática todo o seu potencial.

Um bom administrador precisa desenvolver a sua capacidade gerencial, combinando habilidades técnicas, humanas e conceituais. A parte técnica e humana devem estar, naturalmente, presentes na atuação médica, pois dizem respeito à competência profissional e ao relacionamento com as pessoas, como pacientes e sua equipe de trabalho.

A habilidade conceitual é o ponto que expande seu campo de visão. Para desenvolvê-la é necessário criatividade, planejamento estratégico e compreensão do contexto.

Os conceitos da administração, portanto, aprimoram a qualificação profissional do médico. Igualmente, a formação médica faz do administrador um líder empático e com aguçado conhecimento técnico, atributos indispensáveis à gestão.

A soma dos dois faz do médico um empreendedor capaz de oferecer um atendimento perfeito aos seus clientes, condições de trabalho harmônicas para seus colaboradores e maior qualidade de vida para si mesmo.

Busque o pensamento estratégico para a clínica

O pensamento estratégico permite ao gestor identificar oportunidades e traçar ações para alcançá-las ou para atingir objetivos definidos. Um consultório, uma clínica, um hospital ou qualquer empreendimento nasce por um propósito. Qual é o propósito do seu negócio?

Se o objetivo, por exemplo, é oferecer um serviço médico de qualidade para atender a clientes de baixa renda, será necessário identificar as necessidades desse público, a estrutura do empreendimento, os recursos necessários e de que forma serão viabilizadas as operações.

Perceba que para alcançar esse propósito é preciso não só fazer um cuidadoso planejamento como buscar, ao máximo, a eficiência das operações. Para que o empreendimento se torne sustentável, oferecendo serviços de baixo custo, todos os recursos devem ser otimizados. Se houver perdas financeiras, com o tempo, o empreendimento pode deixar de existir, simplesmente, porque não será possível bancar a estrutura de atendimento.

A importância do planejamento estratégico, portanto, está em buscar soluções com eficácia, explorando todos os potenciais do negócio e as oportunidades de mercado.

Conheça as funções do médico empreendedor

O médico empreendedor exerce funções que são inerentes ao seu papel de gestor, tendo a estratégia como principal aliada na tomada de decisões. Como empreendedor, as atribuições principais são:

  • planejar;
  • organizar;
  • comandar;
  • coordenar;
  • controlar.

Essas atividades vêm da teoria clássica da administração e ficaram conhecidas como POC3. Podemos compreender esse conjunto de tarefas como um processo sequenciado, que construirá a gestão do empreendimento como um todo. Veja como uma etapa leva a outra:

1. Planejamento

O planejamento se desenvolve em três aspectos: estratégico, tático e operacional. O primeiro é o que concentra a visão de futuro e, por isso, deve estar continuamente presente nas decisões do gestor. É o planejamento estratégico que levará aos planejamentos tático, quando são definidas as ações necessárias para colocar a estratégia em prática, e operacional, momento em que ocorre a execução das atividades.

2. Organização

É a definição de como serão utilizados os recursos financeiros, humanos e materiais do empreendimento. O objetivo é montar a estrutura que dará sustentação às metas traçadas no planejamento.

3. Comando

O comando, como o nome sugere, diz respeito à liderança e gestão no acompanhamento da execução das tarefas. É a forma como as equipes serão conduzidas e inspiradas a buscarem os objetivos definidos.

4. Coordenação

É a maneira como todos os elementos se unem para atingir a estratégia do empreendimento. Deve haver um alinhamento entre os processos do sistema organizacional.

5. Controle

Na fase de controle, todos os processos estão definidos, alinhados e em execução. O papel, nessa etapa, é fazer o acompanhamento para que seja mantido o foco nos objetivos e o aprimoramento constante do empreendimento. Para isso, é necessário mensurar resultados e rever, frequentemente, as estratégias.

Entenda os 10 princípios da gestão estratégica

De acordo com o professor Liam Fahey, especialista em marketing e estratégia, o foco da gestão estratégica deve ser a mudança. O empreendimento deve buscar a mudança no ambiente em que está inserido, dentro de sua própria estrutura e em suas estratégias. Esse é o caminho para melhorar o desempenho em todas as esferas.

Fahey também estabeleceu 10 princípios necessários à gestão estratégica:

  1. envolve a gestão da estratégia de mercado, da empresa e do relacionamento entre ambas;
  2. sua função essencial é o gerenciamento da interface entre a empresa e o ambiente;
  3. envolve a antecipação, a adaptação à mudança e a criação da mudança, tanto no ambiente como na empresa;
  4. é induzida pela busca obstinada de oportunidades;
  5. reconhece que as oportunidades surgem no ambiente externo ou são geradas dentro da própria empresa — em ambos os casos, se concretizam no mercado;
  6. necessita assumir riscos — a empresa se compromete a perseguir as oportunidades antes da sua plena materialização (no ambiente);
  7. diz respeito tanto à invenção ou criação do futuro competitivo da empresa, como a adaptação à visão desse futuro;
  8. interpreta o objetivo de mercado da empresa como algo externo às suas próprias fronteiras (legais) — é fundamental encontrar, servir e satisfazer os clientes como condição para outras recompensas, como os lucros;
  9. é tarefa da totalidade da empresa — não pode ser delegada a qualquer grupo específico dentro da empresa;
  10. necessita da integração entre os horizontes próximos e distantes — o futuro influencia as decisões do presente e as decisões do presente induzem a alguma situação ou meta no futuro.

Saiba os conhecimentos que todo médico empreendedor precisa ter

Unir medicina e empreendedorismo, de fato, não é algo simples. Afinal de contas, o médico não é preparado para a gestão e, sim, para a atividade médica. Entretanto, no decorrer de sua carreira, inevitavelmente, o médico irá se deparar com a necessidade de gerenciar, seja o seu próprio empreendimento, uma equipe que está sob seu comando ou um setor pelo qual é responsável. É aí que ele se depara com algumas lacunas. Há uma série de desafios a serem superados pelo médico empreendedor, entre os principais estão:

  • exercer a liderança;
  • desenvolver as próprias habilidades;
  • planejar as estratégias do empreendimento;
  • obter rendimento necessário para viabilizar o negócio;
  • alcançar lucro suficiente para se remunerar satisfatoriamente;
  • investir em melhorias;
  • controlar as finanças;
  • atrair e reter talentos;
  • oferecer um atendimento de excelência para seus clientes;
  • desenvolver um modelo eficiente de gestão.

O médico precisa enxergar a sua condição de empreendedor e se tornar, de fato, um gestor. Não é necessário deixar a medicina de lado para isso, mas o aperfeiçoamento em áreas da administração precisa ser buscado para um domínio maior das situações.

É evidente que a gestão não é desempenhada individualmente. O apoio de uma equipe e o suporte garantido por softwares e outras ferramentas facilitam todos os processos, mas quem toma as decisões precisa ter a visão sistêmica da organização.

Ao interpretar o empreendimento como um sistema, e não como um conjunto de atividades individuais, o gestor consegue definir e integrar processos com mais eficiência.

É nesse ponto que reside a distinção entre a visão cartesiana e a visão sistêmica. A primeira se caracteriza pelo racionalismo, porém a partir de análises fragmentadas. Já o pensamento sistêmico entende a realidade a partir de um contexto, onde situações e problemas estão interligados e são interdependentes.

A visão sistêmica aprimora a capacidade de estabelecer estratégias, melhora a eficiência das ações e facilita a superação de todos os desafios elencados acima. Para isso, o médico empreendedor precisa desenvolver habilidades administrativas.

Invista em três habilidades para fazer do médico empreendedor um excelente administrador

Uma forma simples de saber quais são os conhecimentos que você precisa desenvolver é identificar, dentre as habilidades necessárias a um administrador, aquelas que já possui e as que precisam ser aprimoradas.

As habilidades básicas do administrador, segundo o escritor e pesquisador Robert Katz, são três: técnica, humana e conceitual. Conheça-as:

1. Habilidade técnica

Diz respeito à competência profissional, vinculada à área de formação do administrador. Em um empreendimento médico, o gestor com habilidade técnica é aquele que se formou em medicina e aperfeiçoou sua atuação com experiência prática e especializações.

2. Habilidade humana

A habilidade humana é caracterizada pela forma como o administrador se relaciona em equipe. A essa área estão incluídas a maneira como se comunica, lidera, contorna conflitos e inspira seus colaboradores.

3. Habilidade conceitual

Aqui reside a visão sistêmica. A habilidade conceitual está atrelada à compreensão do ambiente organizacional como um todo. É o conjunto de conhecimentos que permite ao gestor estabelecer estratégias, tomar decisões complexas e vislumbrar oportunidades.

Compreenda as atribuições do líder em um empreendimento médico

Como líder, o médico empreendedor deve ser capaz de compreender as demandas de seus colaboradores, motivá-los e orientá-los para o aprimoramento constante. É seu papel:

  • engajar os colaboradores;
  • manter um bom relacionamento com o corpo clínico;
  • disseminar a cultura organizacional e as estratégias do negócio;
  • estabelecer uma comunicação transparente e constante;
  • avaliar e estar aberto a avaliações.

Mas, afinal, como desenvolver a liderança? Basicamente, isso é alcançado com a experiência no dia a dia como líder e com a busca de conhecimento. Por isso é tão importante que o empreendedor esteja aberto às contribuições e às interações com seus colaboradores e colegas.

Cada organização tem suas características e o conjunto de pessoas que faz parte desse ambiente também. Sendo assim, é fundamental conhecer bem os colaboradores, suas demandas e estabelecer um processo contínuo de comunicação com todos.

Lide com o marketing

A comunicação, por sinal, deve ser uma área de atenção para o médico empreendedor. A forma como uma organização se comunica com o mercado, interno e externo, pode determinar seu sucesso, ou seu fracasso.

Há restrições para o marketing médico, conforme estabelece o Conselho Federal de Medicina (CFM), como a proibição de promessa de resultados ou sensacionalismo. Isso não impede, no entanto, que o médico empreendedor crie formas de relacionamento com o paciente e com o público-alvo.

Canais de interação são importantes para o posicionamento do negócio no mercado. Além disso, pacientes buscam por informações relativas aos serviços que contratam ou contratarão. O ideal é que o provedor dessas informações seja você.

Um caminho viável é investir no marketing digital, cujas ferramentas podem aumentar a visibilidade da clínica. Para isso, é importante investir em conteúdo relevante e com tom de orientação.

Mecanismos de marketing digital que podem ser adotados para alcançar esses objetivos, são o inbound marketing, marketing de conteúdo e SEO (Search Engine Optimization). As estratégias de redes sociais da clínica também são importantes e geram interação com seu público por páginas profissionais, permitindo, inclusive, que seus serviços sejam avaliados.

O cuidado a ser tomado com o marketing médico é evitar uma exposição negativa e saber lidar com reclamações no ambiente virtual. Por isso, é fundamental contar com o apoio de profissionais especializados em comunicação para definir as ações a serem adotadas.

Aplique o endomarketing

O processo e as estratégias de relacionamento interno configuram o endomarketing. Nesse caso, os propósitos estão focados nas equipes.

Há muitas vantagens em adotar estratégias de endomarketing em um empreendimento médico. As principais são:

  • atração e retenção de talentos;
  • engajamento das equipes;
  • melhora do clima organizacional;
  • ganho de eficiência para a gestão;
  • aumento de satisfação dos clientes.

Tudo isso é conquistado porque essa ferramenta mobiliza os recursos humanos da empresa, estimulando o atingimento das metas traçadas. Esse objetivo é conquistado quando se consegue compreender e atender as demandas dos colaboradores, oferecendo um bom ambiente de trabalho.

As medidas adotadas não precisam ser de custo elevado. Aliás, a estratégia mais importante é construir uma relação de confiança entre gestores e suas equipes.

Premiar os colaboradores por metas atingidas ou pela melhora do desempenho individual ou coletivo é uma forma de estimular o aprimoramento. Nesse caso, a bonificação, seja ela uma participação nos lucros ou outra forma de reconhecimento, só ocorre quando o objetivo é alcançado.

Há, ainda, ações que resultam em melhora da qualidade de vida, muito valorizadas pelos colaboradores. Independentemente das práticas escolhidas, o importante é centrar os esforços em oferecer um ambiente de trabalho agradável, com uma comunicação transparente. Isso deve se juntar a um programa de remuneração estratégica, com benefícios que façam sentido para o seu negócio e para seus funcionários.

Torne possível a fidelização de clientes

O papel do marketing na fidelização dos clientes é muito importante. As ferramentas que já citamos são um caminho para atrair e manter um contato frequente com o seu público por meio de conteúdos relevantes. Mas não adianta apostar apenas nisso para encantar. É preciso ir além.

Entre as ações que podem ser adotadas para fidelizar clientes, destacamos cinco, que são as mais importantes:

  • ofereça um atendimento de excelência em todas as etapas;
  • invista em um ambiente agradável e acolhedor;
  • tente ser pontual e comunique atrasos quando surgir algum imprevisto;
  • valorize o pós-atendimento;
  • realize pesquisas frequentes de satisfação e utilize-as para melhorar processos.

Faça o planejamento financeiro e tributário da clínica

As finanças são um ponto crítico para qualquer empreendimento no Brasil. Há uma série de fatores que influenciam na organização tributária e orçamentária e que precisam ser observados para que seja possível precificar serviços da clínica adequadamente o obter resultados satisfatórios.

É importante planejar processos, orientar equipes responsáveis pelas contas e acompanhar o desempenho geral da área financeira. Confira como fazer o planejamento financeiro e tributário, passo a passo:

1. Planejamento financeiro

  • estude o seu fluxo de caixa;
  • faça uma análise rigorosa da situação financeira do seu negócio;
  • nunca misture contas pessoais com as da empresa;
  • faça uma projeção do faturamento mês a mês para o ano ou um período específico;
  • projete custos a serem pagos mensalmente nesse mesmo período;
  • verifique o resultado planejado e avalie se é possível melhorá-lo;
  • elenque os objetivos financeiros que pretende alcançar;
  • estabeleça ações que deverão ser adotadas para atingir objetivos e aprimorar seus resultados;
  • da mesma forma, identifique se é possível fazer investimentos para melhorar suas operações e receita;
  • defina outras tarefas necessárias para a área financeira;
  • delegue funções;
  • mensure o desempenho e melhore-o continuamente.

2. Planejamento tributário

  • avalie a situação tributária do empreendimento;
  • conheça a legislação tributária;
  • defina do regime tributário mais adequado;
  • identifique riscos e oportunidades;
  • projete de cenários;
  • cumpra rigorosamente prazos e recolhimentos necessários.

Procure auxílio profissional

Como já foi sinalizado, o médico não é formado para a gestão de negócios, embora seja extremamente útil e importante que domine conhecimentos nessa área também. Apesar do que foi detalhado neste artigo, não é necessário que o profissional da saúde execute todas essas funções ou se dedique a elas de forma extenuante.

O objetivo, na verdade, é o contrário. O médico empreendedor deve conhecer bem seu negócio e seus colaboradores. Além disso precisa estar familiarizado com métodos e ferramentas de gestão.

Isso é importante porque é ele quem está no comando e precisa, portanto, definir estratégias, acompanhar o desenvolvimento dos negócios e das equipes, identificar oportunidades e, principalmente, garantir que seus clientes terão um atendimento perfeito.

Desenvolver todas as habilidades necessárias requer empenho e tempo, mas esse processo pode ser facilitado com o apoio de uma consultoria da área da saúde. Esse é um caminho para obter o conhecimento necessário para a sua área de atuação. É o caso, por exemplo, do health coach, um método de desenvolvimento e capacitação especializado.

Consultores e softwares são investimentos que podem melhorar a produtividade, a rentabilidade e a qualidade dos serviços, facilitando a construção de uma gestão estratégica e bem-sucedida.

Dos primeiros passos na profissão à satisfação pessoal, material e profissional, o médico vivencia experiências diversas e ricas. Os problemas existem em todas as profissões e a gestão de um empreendimento também tem suas dores, mas é plenamente possível contorná-las. As conquistas vêm na sequência e trazem ensinamentos importantes para a vida.

Um dos maiores estudiosos da administração, Peter Drucker, é um dos gurus da gestão que melhor estabeleceu a relação entre empreendedorismo e medicina. A frase a seguir é de sua autoria.

Toda decisão é como uma cirurgia. É uma intervenção em um sistema e, portanto, carrega consigo o risco de choque. Não se tomam decisões desnecessárias, da mesma forma que um bom cirurgião não faz cirurgias desnecessárias. Aqueles que tomam decisões sozinhos, como os médicos que decidem pessoalmente por uma cirurgia, diferem em seus estilos. Alguns são mais radicais ou mais conservadores do que outros. Mas, de modo geral, concordam quanto às regras.

Nas intervenções cirúrgicas, assim como na gestão de negócios, há riscos e vantagens possíveis. O médico empreendedor é aquele que sabe tomar a decisão certa no momento adequado.

Gostou das nossas dicas? Quer aprofundar seus conhecimentos sobre gestão de negócios? Então, mantenha-se informado assinando nossa newsletter gratuitamente.