Quais são os limites do marketing médico segundo o CRM?

Para construir uma boa reputação, ganhar mercado e conquistar ainda mais pacientes, é necessário investir em estratégias de comunicação e divulgação. O marketing médico, porém, possui algumas regras impostas pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) que garantem as boas práticas para o setor.

Essas normas devem ser cumpridas por todos os médicos — independentemente da sua especialidade — e têm como objetivos principais orientar esses profissionais quanto às ações de marketing, estabelecer os limites legais para a comunicação e publicidade no setor e impedir que abusos sejam cometidos.

Dessa forma, na hora de fazer o marketing médico, é bastante importante ficar atento ao que é definido pelo CRM, para que não cometa ou ultrapasse os limites legais e permitidos para o setor.

Alegar desconhecimento das normas não impede que o médico sofra consequências pelos erros em sua comunicação.

Entenda as regras do CRM para o marketing médico

Para que você não cometa erros na hora de divulgar a sua clínica ou consultório, preparamos uma lista com alguns dos principais cuidados que se deve ter ao fazer o seu marketing médico. Ficou curioso? Então, continue a leitura e acompanhe os próximos tópicos!

Fotos de pacientes

É expressamente proibido o uso de fotografias de pacientes para mostrar resultados de tratamentos, seja em folders, anúncios impressos, publicidade em TV ou em campanhas para internet.

Essa proibição vale mesmo se a clínica, consultório ou hospital tiver autorização do paciente para o uso de imagem. Dessa forma, é prudente também evitar as selfies nesses casos.

Porém, em eventos ou apresentações de trabalhos científicos, o uso de fotos é permitido, desde que se tenha autorização do paciente.

Posts sensacionalistas

Corra das imagens sensacionalistas! Pode parecer tentador explorar fotos de doença física para comover o público, mas essa estratégia é considerada uma forma de enganar ou convencer os pacientes a consumir algum serviço por meio da sua temeridade.

Essa é uma prática considerada errada tanto pelas normas do CRM quanto pelas questões éticas — tão inerentes no ofício médico. Assim, escolha outros tipos de imagem para acompanhar as suas estratégias de marketing e assegure a sua boa reputação.

Consultas online

Pode até parecer tentador fazer consultas pelos diversos canais de comunicação: chat no Facebook, mensagens no Twitter ou live nas redes sociais ou programas como Skype. Essa ação talvez seja vista como normal por muitos, mas não é!

As consultas devem ser feitas sempre presencialmente, pois asseguram a idoneidade do diagnóstico médico e evita que erros sejam cometidos pela falta de observação que pode ser gerada em caso de um atendimento online.

Prescrição de receitas

Quando falamos de remédios, o assunto fica sério. O mau uso de uma medicação tem consequências graves para a saúde de um paciente, por isso a prescrição de receitas depende de uma série de contatos e observação das condições clínicas de uma pessoa.

Assim como vender receitas médicas é vedado pelos conselhos de medicina, o fornecimento dessas prescrições por meio de canais online é proibido. Não ache que burlando essa norma você está ajudando o seu paciente, pois não está — pelo contrário, pode agravar ainda mais a sua situação.

Ser o melhor

O CRM, ao estabelecer normas para o marketing médico, busca evitar que os pacientes sejam enganados por informações erradas. Dessa forma, procura manter o setor mais alinhado com os preceitos éticos e preservar a prática médica mais realista possível.

Assim, “vender” um consultório, clínica ou hospital como “o melhor em tal setor” ou “único lugar que presta tal serviço”, por exemplo, são infrações para serem evitadas sempre. Afinal, são discursos que a sua empresa não consegue garantir.

Equipamentos

O CRM não impede que os consultórios, clínicas e hospitais promovam anúncios sobre os equipamentos que possuem e como eles podem ser usados para um tratamento ou diagnóstico de doenças.

Porém, é vedado ao médico anunciar esses equipamentos como garantia de sucesso no tratamento do paciente. Essa prática, assim como outras listadas neste artigo, acaba por enganar as pessoas.

Especialidades

O médico é autorizado a fazer propagandas dos seus títulos de especialista e o registro no CRM local. Afinal, o paciente precisa saber a quem recorrer em determinados casos assim como entender que o médico é associado a um conselho profissional.

Porém, esses anúncios devem abordar, no máximo, duas especialidades. Em contrapartida, os médicos podem listar todas as sociedades médicas das quais é membro.

Titulação acadêmica

O CRM não coloca restrições para referências a títulos acadêmicos em material promocional, cartões de visita e itens de papelaria. Mas essas propagandas precisam estar relacionadas à área de atuação do médico.

Não se esqueça: todos os títulos acadêmicos que forem anunciados devem estar registrados no próprio CRM. Especialidades ou área de atuação que não são reconhecidas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) ou pela Comissão Mista de Especialidades (CME) são proibidas.

Participação em anúncios

O CRM proíbe que médicos participem de anúncios de produtos ou marcas comerciais, método ou técnica não aceitos pela comunidade médica. Técnicas exclusivas também são proibidas de serem anunciadas pelos profissionais da área.

Essa norma também se aplica a entidades sindicais e associações médicas.

Divulgação de dados

Algumas informações devem constar obrigatoriamente nos anúncios feitos por médicos. Portanto, não esqueça de sempre colocar esses dados em qualquer ação que for promover:

  • nome do profissional;
  • especialidade e área de atuação (quando registradas no CRM);
  • número de inscrição no CRM;
  • número de registro de qualificação de especialista (se assim o médico for).

Canais de comunicação

Apesar de impor uma série de limitações quanto às formas de se fazer divulgação e quais elementos não podem constar nesse trabalho, o CRM não limita os canais de comunicação que podem ser usados pelos consultórios, clínicas ou hospitais.

Assim, as plataformas de comunicação podem ser escolhidas de acordo com o planejamento e estratégias definidos pelo próprio médico. Podem ser tanto as mídias offline — folders, outdoor, publicidade em veículos impressos, rádio ou TV — quanto canais online, como mídias sociais, sites, links patrocinados e outros.

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